Smart Fit não confirma reabertura de academias: ‘vamos nos pautar pelo respeito’

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A maior rede de academias do Brasil, a Smart Fit, ainda não determinou se seguirá a decisão do presidente Jair Bolsonaro de reabrir suas mais de 500 academias no país. O presidente da empresa, Edgard Corona, destaca a importância de o serviço ser reconhecido como essencial pelo governo, mas ressalta que a empresa tomará decisões com base no respeito aos funcionários e colaboradores antes de considerar possíveis reaberturas.

Corona afirma, por mensagem ao CNN Brasil Business, que a empresa sempre foi a primeira a fechar e a última a abrir em todos os municípios onde as reaberturas foram autorizadas. Atualmente, a Smart Fit possui unidades em operação em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e na próxima semana abrirá em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, seguindo rigorosos protocolos da Associação Brasileira de Academias.

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Ele destaca que, em outros países como China, Hong Kong e Singapura, as academias ficaram fechadas por um período determinado, enquanto na Espanha estão reabrindo e na Suíça já reabriram. Para Corona, esses países priorizaram a operação das academias por considerá-las um fator relevante para a melhoria da saúde.

Edgard Corona, além de fundar a rede de academias, também foi parte do movimento Brasil 200, que inicialmente apoiava a agenda liberal de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, após a demissão do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, o Brasil 200 se posicionou contra as últimas decisões do presidente, levando ao afastamento do empresário do movimento.

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A Smart Fit foi profundamente impactada pela pandemia de COVID-19, resultando em uma estimativa de pelo menos R$ 150 milhões de prejuízo, como mencionado anteriormente por Corona em entrevista ao CNN Brasil Business. Para compensar as perdas, a empresa está focando na digitalização do negócio, com seu site de dicas de exercícios alcançando mais de 400 mil acessos por dia.